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Resolução de Problemas e Desenvolvimento de Pessoas

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Resolução de Problemas e Desenvolvimento de Pessoas


“Os problemas são para a mente o que os exercícios são para os músculos: eles nos fortalecem e nos fazem crescer.” (Norman Vincent Peale)

Nessa mesma linha de pensamento, Einstein disse: “Não é que eu seja tão inteligente; apenas permaneço nos problemas por mais tempo.” E em certa ocasião escutei Eli Goldratt afirmar: “Já me chamaram de gênio, mas na verdade sou halterofilista.” É também interessante observar que no ápice da pirâmide do modelo 4P do “Toyota Way” está o P de “Problem Solving”, acima de “Philosophy”, “Process” e “People”. Tudo isto indica que, muito provavelmente, resolver problemas é a melhor maneira de desenvolver pessoas. Alguém que acaba de resolver um problema é alguém que alcançou um nível mais elevado de conhecimento. E alguém que desenvolve o hábito de identificar e resolver problemas está no caminho de tornar-se sábio. Porque o que diferencia a verdadeira sabedoria em relação ao simples acúmulo de informação é a capacidade de aplicar o conhecimento de forma relevante em situações práticas.

E nada é mais prático do que um problema, dependendo, é claro, da forma como o abordamos. Infelizmente, a maioria das organizações que conheço estão imersas num contínuo combate a “incêndios”, desperdiçando mais de 70% da capacidade produtiva de sua gente em ações emergenciais, como forma de responder de maneira rápida (e ineficaz) aos problemas do dia-a-dia. Para agravar ainda mais a situação, aquelas ações emergenciais são tipicamente tomadas dentro das fronteiras de cada departamento ou área funcional, de forma isolada, o que praticamente decreta a ineficácia diante dos problemas mais complexos, de caráter sistêmico.

Mas se contarmos com a saudável combinação de pessoas corretas e metodologias corretas para enfrentar os problemas, aquele quadro sinistro pode se reverter radicalmente. Para isto é necessário reconhecer, já de saída, dois fatos importantes: a) o trabalho em equipe aumenta grandemente a eficácia na resolução de problemas, e b) há diferentes categorias de problemas, as quais pedem diferentes tipos de metodologias. O que deveria fazer com que as organizações que realmente levam a sério a resolução de problemas e o desenvolvimento de seu pessoal, invistam o tempo e os recursos necessários para criar uma estrutura de trabalho em equipe, desde o nível operacional até o nível executivo, apoiadas por metodologias e ferramentas analíticas apropriadas a cada situação. Esperar que filosofias ou metodologias genéricas de  resolução de problemas (ao estilo do ciclo “PDCA”) possam ser usadas como panacéia desde o planejamento estratégico até o Kaizen Diário, é como buscar uma bala de prata que mate todos os vampiros. A tabela ao lado ajuda a ilustrar o que digo, e sugere (com exemplos parciais, sem a pretensão de esgotar o assunto)  metodologias adequadas para os diferentes tipos de problemas enfrentados pelos diferentes tipos de equipes nas empresas. Por sua vez, cada metodologia mencionada na tabela traz consigo um particular conjunto de ferramentas analíticas (não mostradas aqui por falta de espaço), as quais aumentam em muito a eficácia de aplicação da respectiva metodologia.

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Alguém poderia questionar que o enfoque em problemas é de natureza negativa, e que deveríamos antes buscar as oportunidades e as inovações. Mas como já discutimos em um artigo anterior (“O Paradigma da Inovação Desconexa”), todas as oportunidades e inovações de porte são aquelas que respondem a uma necessidade ou problema relevante para os clientes. Além disso, se definirmos problema como “um desvio em relação a um resultado desejado”, abrimos espaço para incluir como “problema” um salto positivo que queiramos dar em algum parâmetro importante do desempenho organizacional.

Em suma, se almejamos organizações excelentes, devemos tratar seriamente a questão de desenvolver pessoas através do estimulante caminho da resolução de problemas. Deixar isso de lado, como tema de importância secundária, é deixar escoar pelo ralo grande parte do valioso potencial humano de uma organização.

Captura de pantalla 2015-07-27 a las 18.03.10E você? O que pensa sobre este tema?

Qualquer comentário será muito bem-vindo.

Até a próxima edição!

Eduardo C. Moura
emoura@qualiplus.com.br

 

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